Crianças refugiadas escrevem livros com suas histórias e sonhos
13 de setembro de 2019 por Ana Dantas

A AlphaGraphics, em parceria com o Instituto de Reintegração do Refugiado (ADUS), reuniu 22 crianças, de 5 a 13 anos, refugiadas no Brasil para contarem suas histórias com o intuito de transformá-las em livros. 

Para que esse plano pudesse ser colocado em prática, educadores da Estante Mágica – outra empresa sócia ao projeto – criou um ambiente aconchegante para que os pequenos pudessem relatar suas respectivas trajetórias.

Com um espaço confortável e seguro, as crianças refugiadas receberam papel e caneta e colocaram todos os seus sonhos, esperanças e desejos de vida nessas folhas. Dessa maneira, o projeto transformou em realidade a primeira coleção de exemplares infantis totalmente escritos por jovens refugiados em nosso País. 

“Virou mais do que um projeto, virou um sonho”, avaliou Rodrigo Abreu, um dos idealizadores, conselheiros do ADUS e CEO da AlphaGraphics Brasil ao “UOL”. E completou: “pedimos para que as crianças nos contassem os seus sonhos e o resultado foi incrível, mostrando que o que falta para elas é uma simples oportunidade”.

Até o momento, porém, os livros não serão vendidos. “A primeira edição foi para as famílias das crianças, para o Adus, e a imprensa, e agora vamos entregar para escolas e bibliotecas”, explicou Rodrigo.

Nas histórias, foram reunidos sonhos como por exemplo se transformar em uma princesa ou até mesmo viajar para o espaço. Aliás, cenas com personagens infantis foram diversas vezes citados. O que manteve as narrativas com um tom lúdico, mas sem deixar de mostrar a realidade de cada um.  

Vale ressaltar que, de acordo com dados do CONARE (Comitê Nacional de Refugiados), cerca de 9 mil pessoas de 82 países diferentes moram no Brasil. Crianças entre 0 e 12 anos representam 13% desse número. 

Segundo a Legislação Brasileira, uma pessoa é considerada refugiada quando foi obrigada a deixar sua terra de origem. Seja por problemas de perseguição, religião, raça e violência, por exemplo.

Quer saber mais sobre o assunto? Em “Deixando para trás”, abordo uma história de esperança e futuro de uma criança refugiada, além de temas como xenofobia, refugiados, vaidade e bullying.