Conheça duas histórias surpreendentes sobre adoção
03 de outubro de 2019 por Ana Dantas

Formar uma família é o sonho de muitos casais – ou pessoas que, mesmo sem um par, desejam se tornar mãe ou pai. Mas, infelizmente, nem sempre é possível que isso aconteça por vias biológicas. O que não significa, no entanto, que essa vontade deva morrer. Afinal, há alternativas lindas, que são verdadeiros atos de amor, como a adoção

Tornar-se mãe ou pai de coração é um atitude vanguardista, que cria um vínculo familiar ao poucos, e que promete se estender por toda a vida dos envolvidos. Ação que só traz benefícios para quem adota e para quem é adotado. Além de uma experiência de vida transformadora. 

A espera não precisa ser longa se o coração do pai ou da mãe aceitar, por exemplo, uma adoção de criança ou adolescente em fase tardia. Um gesto que, sem dúvida alguma, valerá a pena todo o esforço para compartilhar tanto carinho, cuidado e amor incondicional. Eu separei, então, duas histórias a respeito desse assunto que prometem te emocionar. São histórias reais, relatadas pelas próprias famílias ao site da marca Tricae. Espero que goste! 

Família Oliveira 

“Eu e meu marido nos casamos e tivemos três filhos: Guilherme e Gabriela, gêmeos e biológicos, e a Juliana, que foi adotada. Tudo começou quando eu descobri que tinha endometriose… Logo imaginei que nunca poderia gerar uma criança em meu ventre.

Porém, depois de alguns tratamentos e cirurgias, consegui dar à luz a gêmeos através da inseminação artificial. Mas, nessa época, já havia entrado em um processo para adotar uma criança influenciada por um casal de amigos que havia conseguido na Justiça a guarda de um menino lindo.  

Foi aí que a pequena Juliana chegou em nossa vida. Decidimos contar sobre sua história de vida quando ela tinha apenas 5 anos. Eu chorava muito por conta da situação, e a Ju simplesmente disse: ‘Mãe, você é uma manteiga derretida’. 

Durante a adolescência, os questionamentos sobre sua mãe biológica começaram a aparecer… Então, em 2011, marcamos um encontro e tudo ocorreu perfeitamente bem, esclarecendo todas as questões que ela tinha a respeito de sua origem.

Hoje tenho consciência que não existe diferença nenhuma entre meus três filhos. A adoção foi apenas um pequeno detalhe”. 

Erica Oliveira 

Família Dante 

“Eu e o Renato namoramos por sete anos, nos casamos e primeiro nasceu a Paula. 1 ano e 4 meses depois chegou o João Vitor. Com o nascimento dos dois, resolvi me tornar mãe em período integral e abandonei meu emprego.

Após alguns anos, os dois se tornaram adultos e foi aí que tudo mudou. No último ano de Medicina, a Paula começou a fazer estágio em pediatria, onde conheceu uma paciente para lá de especial: a Manu.

Elas se aproximaram e, então, decidi visitá-las com o Renato. Nos apaixonamos imediatamente. Essa pequena foi abandonada por sua mãe biológica, pois nasceu com uma doença chamada mielomeningocele e outras complicações que afetaram suas funções físicas e neurológicas.

A partir deste momento, entramos com toda a papelada para adotarmos a Manu. Após recebermos a notícia sobre a adoção, foi preciso nos adequarmos às suas necessidades. Compramos aparelhos como aspirador e inalador de ar, cilindros de oxigênio e diversos materiais hospitalares.

Esse pequeno ser nos transformou, acima de todas as limitações, em pessoas melhores. Aliás, não tem preço chegar em casa após um longo dia de trabalho e ser recebida com um sorriso sincero da nossa filha. 

A Manu é fruto de uma escolha consciente, madura e repleta de amor. Hoje sou muito mais feliz e me sinto completa ao lado dela”. 

Márcia Dante

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Fonte das histórias: Site Tricae